Mostrando postagens com marcador Audiovisual e Educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Audiovisual e Educação. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O evento movimenta...


Memorial do documentário: “Letras Inglês FFPP, reconstruindo nossa história”.

O documentário “Letras Inglês FFPP, reconstruindo nossa história” surgiu a partir da solicitação de um trabalho da disciplina Tecnologia da informação no ensino de língua inglesa do professor Moésio. Somos alunos do 7º período de letras inglês, 2009.1, e dentre as opções: blog, Cd-Rom, videoclipe, site, escolhemos o documentário com o intuito de mostrar a importância de utilizar essa ferramenta tecnológica na educação.

O documentário é um gênero cuja origem remonta ao século XIX e à invenção do cinema. Criado como um dispositivo para o relato histórico, seu desenvolvimento insere-se no contínuo esforço humano em armazenar o conhecimento nos diferentes suportes técnicos e fazê-lo circular no meio social. Com o avanço da tecnologia digital, o documentário adequado a um novo suporte se constitui como uma modalidade do gênero que projeta a possibilidade de disponibilizar uma vasta gama de conhecimentos e, assim, contribuir para o avanço da sociedade (...)
Escolhemos como tema o curso de Letras Inglês com três objetivos iniciais: pesquisar a história da nossa licenciatura, dividir o conhecimento adquirido durante a pesquisa com todo o sétimo período e deixar um registro histórico na faculdade sobre o curso de Letras; pois apesar das variadas definições nos aspectos de gêneros e tipos, a função do documentário é reconhecida com unanimidade pelos documentaristas que, acreditam no objetivo de estabelecer um elo entre os receptores da mensagem transmitida e o realizador da obra, de forma a permitir uma empatia capaz de proporcionar uma reflexão sobre os fatos cotidianos que lhes cercam. Para Manuela Penafria(1999), o documentário tem o objetivo de voltar à atenção dos espectadores para os fatos cotidianos e estabelecer uma ligação entre os acontecimentos.

Assim, selecionamos os fatos e registros que seriam relevantes para construção do documentário e apresentamos a sala com as justificativas da escolha da mídia, a importância dela na educação e o tema em questão, tudo com embasamento teórico. Vale ressaltar, que apesar de não fazermos um documentário voltado para Língua Inglesa, destacaremos a função social e a relevância dele na educação abordando como público alvo os alunos de Letras/Inglês da FFPP (...)

O nosso documentário, é um modo de reconstruir idéias, produção de informação, e mais que tudo isso: um convite ao debate e a reflexão.

Obs: O documentário será exibido no evento de socialização das experiências com mídias, dia 09 de junho.

JOÃO BARBOSA DA SILVA NETO
JOKTÂNIA CORRÊA DE SOUSA
KAREN TAYLLA SANTOS CABRAL
LILIAN RAQUEL LACERDA
MICHELLE CRISTINE LAUDILIO DE SOUZA

UPE - Universidade de Pernambuco
Curso - Letras Inglês VII Período
Disciplina - Tecnologia da informação no ensino de língua inglesa



segunda-feira, 1 de junho de 2009

Evento

terça-feira, 7 de abril de 2009

AudioVisual e Educação

Algumas das principais possibilidades de relação entre as linguagens audiovisuais e a educação envolvem:Análise da produção audiovisual

- Conhecimento do histórico e das características de linguagens cinematográficas e televisivas no intuito de estimular a análise de obras audiovisuais, compreendendo seu processo de produção e sua função social, a relação entre a forma e o conteúdo das obras, além do desenvolvimento da sensibilidade para questões ideológicas da representação visual.

- A valorização do repertório audiovisual dos estudantes - tais como filmes, programas de TV, propagandas, novelas etc - pode revelar-se como uma estratégia interessante e envolvente para a realização de análises críticas e debates acerca dos conteúdos e da forma como são tratados determinados temas pelos meios de comunicação.
Sobre história do cinema e da fotografia visite Mnemocine História e Pesquisa Audiovisual
Criação, Organização e Gestão de Acervos

· O desenvolvimento da "cultura de acervo" no meio escolar pode ser estimulado através de contínua alimentação, organização, manutenção e uso de um repertório amplo de filmes, vídeos, fotografias e fitas de áudio em aulas, pesquisas disciplinares de alunos e professores, organização de eventos culturais na escola e na comunidade, preservação da memória comunitária, entre outras possibilidades.
* Leia também o texto "Cultura de acervos"
Utilização da câmera como mediação do objeto de estudo
- A compreensão de que a câmera pode mediar a relação dos estudantes com os conteúdos abordados e que gravar e registrar uma imagem é constituir um signo para uma futura emissão/recepção, possibilita propor aos jovens e educadores abordagens participativas de construção do objeto de estudo, contribuindo no processo de elaboração e desenvolvimento de trabalhos escolares, pesquisas, aulas práticas, estudos do meio e etc..
Realização de roteiro e gravação de vídeos, registros de eventos etc.

- A introdução dos conceitos básicos de elaboração de projetos audiovisuais que possam auxiliar na documentação, na elaboração de empreendimentos em uma perspectiva de trabalho a médio e longo prazo e/ou o desenvolvimento de um projeto de vídeo, permite a constituição de um espaço amplo de discussão acerca de um tema ou objeto de estudo.

- A realização de uma obra audiovisual pode tornar-se elemento catalisador no envolvimento dos estudantes e educadores em tarefas multidisciplinares.

- A familiarização com a captação de vídeo e os desdobramentos de sistematização do material gravado, possibilita o contato com questões éticas, técnicas e de linguagem que envolvem a confecção do roteiro e a preparação da edição.
Para saber mais sobre técnica e linguagem do cinema e da fotografia visite Mnemocine/Técnica
Organização de eventos, cineclube e mostras temáticas de vídeo, cinema e fotografia

- A atividade cineclubista tem uma larga tradição na cultura brasileira e seu resgate pelas escolas pode oferecer uma inesgotável fonte de formação cultural e de cidadania. A mobilização de estudantes e professores na realização de mostras temáticas, desenvolvimento de debates e outras atividades, possibilita a integração da escola com os pais de alunos e a comunidade local, tornando-a centro de promoção cultural.
(Flávio Brito e André Costa - agosto 2002)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Trabalhos sobre blogs e produção audiovisual na educação.

Sobre CD-ROM e educação (clique)

Sobre Mídias e educação








Linguagens Audiovisuais e EducaçãoPráticas
voltar




domingo, 22 de março de 2009

Links.

Alguns links de sites e materiais que nos ajudarão nos estudos.


Livro: Integração das Tecnologias na Educação










http://hera.nied.unicamp.br/teleduc/
O TelEduc é um ambiente para a criação, participação e administração de cursos na Web. Ele foi concebido tendo como alvo o processo de formação de professores para informática educativa, baseado na metodologia de formação contextualizada desenvolvida por pesquisadores do Nied (Núcleo de Informática Aplicada à Educação) da Unicamp. O TelEduc foi desenvolvido de forma participativa, ou seja, todas as suas ferramentas foram idealizadas, projetadas e depuradas segundo necessidades relatadas por seus usuários. Com isso, ele apresenta características que o diferenciam dos demais ambientes para educação a distância disponíveis no mercado, como a facilidade de uso por pessoas não especialistas em computação, a flexibilidade quanto a como usá-lo, e um conjunto enxuto de funcionalidades.





A ESCOLA E O PROCESSO FORMATIVO NA ERA DO @.COM
http://www.pgie.ufrgs.br/alunos_espie/espie/silviab/public_html/espieufrgs/espie00005/artigofinal.html


Resumo: Este trabalho analisa tanto o uso do computador nas escolas, sua importância como ferramenta didático-pedagógica, quanto seus benefícios como instrumento no processo formativo e de que forma utilizá-lo como alternativa na construção de uma aprendizagem preocupada com a realidade do aluno e com suas necessidades. Afirma ser necessário vencer, através do acesso à tecnologia digital e da educação, o “apartheid digital” que se vivencia e que tem dividido a sociedade em incluídos e excluídos digitais. Apresenta uma reflexão sobre o papel dos professores, pais e alunos nesse processo de ensino-aprendizagem; como também: as incertezas, a necessidade da inclusão, o medo do desconhecido, a dificuldade de adaptação ao novo, as barreiras que se encontram ao enfrentar esse desafio, as estratégias e os métodos que as escolas deverão adotar.











Artigos, livros e publicações.






















"APLICATIVOS E UTILITÁRIOS NO CONTEXTO EDUCACIONAL"






um material de apoio à aprendizagem de ferramentas computacionais abertas, que apresenta uma descrição geral com noções fundamentais para a utilização das ferramentas e uma série de atividades práticas, enfocando a resolução de problemas no contexto educacional.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Documentário "Tempo e Tensão: seco e verde"

A tensão entre o excesso e a escassez de água e as mudanças implícitas e explicitas neste conflito constroem o ambiente do documentário “Tempo em Tensão: seco e verde”, produzido pela professora Giovanna De Marco, em parceria com o Departamento de Ciências Humanas, campus III, da Universidade do Estado da Bahia. O filme é resultado do projeto de pesquisa “Água e Processos Subjetivos: Documentário” lançado, oficialmente, em 15/05 no Canto de Tudo, DCH III.

A idéia de documentar a subjetivação presente nos territórios existenciais das comunidades rurais de Massaroca, no distrito de Juazeiro-Ba, surgiu como um problema de pesquisa no período em que a professora desenvolvia a sua tese de doutorado “Água e Processos Subjetivos”, na Pontifícia Universidade Católica (PUC – São Paulo). A pesquisadora sentiu a necessidade de trazer as tensões encontradas na sua pesquisa para a linguagem audiovisual, considerando que seria mais eficaz para trazer as questões
suscitadas no trabalho escrito. O audiovisual não complementa a tese, mas aponta um novo modo de fazer pesquisa, expõe o problema sob uma outra perspectiva, esclarece Giovanna.

A intenção da pesquisadora não era trabalhar com a linearidade, mas deixar surgir, através das imagens, a polarização que se estabelece entre o excesso e escassez de água, entre as estações, as questões que intervêm na vida das pessoas e no modo como elas se organizam em comunidade. Isto porque há uma concepção que identifica o “atraso” da região como resultado da falta de água. Segundo a professora Giovanna, as coisas não acontecem dessa forma. Para ela, os problemas das comunidades têm origem na tensão das duas estações, das mudanças em curso e na maneira como as comunidades se comportam em torno disto, e não pela escassez de água. O documentário torna ainda visível as mudanças causadas por um processo de “desenvolvimento”, advindo dos projetos de perímetros irrigados na região.

Devido à falta de recursos, a produção do documentário, que seria um produto paralelo à escrita da tese, foi adiada. De volta à UNEB, no ano de 2003, a professora recebeu o apoio de Josenilton Nunes Vieira, então diretor do Departamento de Ciências Humanas III. Á época, o DCH III ensaiava os seus primeiros passos na pesquisa acadêmica. Contudo, o alto custo do projeto dificultou a busca por financiamento.

A alternativa criada para resolver esse problema foi a implantação de um Laboratório de Audiovisual, no DCH III, em virtude da chegada do curso de Comunicação Social. O local seria um espaço onde se produziria o documentário, bem como um lugar destinado ao desenvolvimento de outros projetos de pesquisa, ensino e extensão oriundos tanto do curso de Comunicação Social como de Pedagogia.

Para realizar o documentário, a pesquisadora enfrentou muitos desafios relacionados ao próprio processo de documentar audiovisualmente essas tensões. Primeiro, a produção do documentário evocou a necessidade de uma nova pesquisa porque a anterior já não dava conta desta outra linguagem, o audiovisual.

Para dar continuidade ao projeto, novos membros aderiram à pesquisa, entre eles, as estudantes Ana Lorena Oliveira, aluna do curso de Pedagogia e bolsista de iniciação científica, e Cíntia Sacramento, aluna de Comunicação Social, além de Francisco de Assis da Silva, Moésio Allan Belfort, Eric Fabiano Alves de Oliveira, ex-alunos da universidade, Chico Egídio, fotógrafo, e Alírio Amorim Nunes, funcionário do departamento.

Todos se especializaram no sentido em que o documentário propunha uma nova perspectiva sobre o modo de desenvolver uma pesquisa acadêmica. “Foi exigida uma pesquisa bibliográfica e o desenvolvimento de ferramentas técnicas e estéticas”, afirma a professora. Foram necessárias muitas definições e redefinições, afinal, não era preciso saber apenas usar o audiovisual como ferramenta, mas fazer uma articulação da pesquisa com esta linguagem.

Com uma equipe formada, surgiram outros problemas de ordem teórica e técnica. A dificuldade se apresentava como traduzir as tensões em variações e gradações numa linguagem audiovisual sem confinar os modos de existência em um ou outro pólo de tensão. Posteriormente, foram enfrentadas limitações técnicas. Primeiro, no transporte pelas comunidades e no processo de filmagem, depois durante a seleção das imagens e edição do material capturado.

No período de captação das imagens na estação verde, realizado nos meses de abril à maio de 2005, a equipe firmou uma parceria com o Ibama, a fim de viabilizar o acesso às comunidades, ainda alagadas por causa das chuvas. Já na estação seca, em outubro de 2005, as imagens foram capturadas por Alírio e uma pequena parte, pelas estudantes, utilizando o transporte do departamento e, muitas vezes, o carro da própria professora.

Depois de mais de quarenta horas de gravação, era necessário iniciar o momento da decupagem e edição. “Foi preciso criar condições para trabalhar. A ilha de edição não tinha capacidade para armazenar o material filmado e fazer a decupagem”, relembra Giovanna. A equipe precisou pensar em medidas alternativas como critérios para seleção das imagens e organização do material. Cada um foi para a sua casa e deu início a um longo processo de triagem, difícil em virtude da qualidade do conteúdo filmado. “Tínhamos muitos problemas com tomadas e enquadramentos, fomos eliminando o material com a estética prejudicada. Mas não podíamos desprezar tudo, pois o material era muito importante para a pesquisa”, conclui a professora.

Após muitos desafios e aprendizagens, o documentário com 93 minutos de exibição, o documentário está disponível para ser apreciado por pesquisadores, acadêmicos e a comunidade local, em especial, aos moradores das nove comunidades pesquisadas, que não são apenas personagens, mas co-autores do projeto.

Para saudar um compromisso estabelecido com as comunidades, o filme foi exibido pela primeira vez na Escola Rural de Massaroca, no dia 8 de maio, na comunidade de Lagoinha, município de Juazeiro – Bahia. Além desta comunidade, Curral Novo, Lagoa do Meio, Cachoeirinha, Caldeirão do Tibério, Cipó, Lagoa do Angico, Juá e Canoa, também acolheram o projeto e serviram de cenário para a captação das imagens.

De acordo com a professora, o documentário é um instrumento para dar visibilidade e dizibilidade aos problemas da região, sem trazer a verdade absoluta, mas uma verdade dentre várias, na qual as personagens se problematizam. “É um modo de mostrar como essas comunidades organizam sua existência ao longo do ano, não apenas nos momentos de maior tensão trazidos pela seca prolongada ou pelo excesso de chuvas. Mostrar uma outra realidade também para especialistas e políticos que desconhecem tais modos de existência e faze-los ver para além dos estereótipos que aparecem nos meios de comunicação”., afirma Giovanna.

Informações: Giovanna De Marco
74 3611-5617

Por Eneida Trindade
Colaboradora do MultiCiência